segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quem fala mal de Crepúsculo é idiota

Depois de começar a estudar estruturas de roteiros percebi com mais clareza algo que muitos diziam, e que foi registrado por Wila Cather: “Existem apenas duas ou três histórias humanas, e elas vão se repetindo sem parar, teimosas, como se nunca tivessem acontecido antes”. E é verdade, existem só duas ou três histórias que se repetem, mas não é sobre isso que eu vou falar. Eu vou falar sobre os idiotas que se revoltam sempre que essas histórias acontecem de maneira diferente. Melhor ainda: Todo mundo fala de crepúsculo. Eu não poderia ser igual aos outros, por isso, vou falar mal de quem fala mal de crepúsculo.

Vocês sabem o que é uma releitura? Vou primeiro dizer o que é depois dar três exemplos. Um bastante conhecido e outros não muito.

O que é releitura

Releitura é uma segunda visão acerca de um determinado assunto, acerca de algo. Releitura, por exemplo, é você adaptar a obra O Grito de Munch substituindo a figura agonizante pelo rosto de um nova-iorquino e, na parte de trás, colocar o colapso das torres gêmeas.

Uma releitura é a adaptação de uma figura, de um personagem, de uma obra, ou mais abrangente ainda: De uma idéia para o seu modo de pensar ou o modo de pensar da sua geração.

Isso é ruim? Isso é bom? Vamos aos exemplos.

Exemplo 1 – Tolkien e os Elfos

Sabe o que eram elfos antes de Tolkien? Eram fadas. Eram criaturas de poucos centímetros com azinhas brilhantes e vozes estridentes que voavam pela floresta com suas vozinhas insuportáveis dançando. E o que Tolkien fez?

Tolkien pegou alguns elementos das dos elfos que hoje chamam-se fadas e construiu os seus elfos da maneira como tanto são vistos hoje. Transformou elfos em criaturas da floresta? Não, eles já eram criaturas da floresta. Transformou-os em criaturas extremamente gays? Não, elfos já eram extremamente gays. Eles continuaram sendo criaturas purpurinadas que brilham? Não, ele tirou isso.E o que adicionou? Tornaram-se guerreiros, sábios, imortais, MARAVILHOOOSO! CONSELEEEIRO! DEUS FOOOORTE! PAI DA ETERNIDADE! E PRÍIIIIIIIINCIPE DA PAAAAAAAAAIHHH!!!!!!!!!!!!!

Ok, isso foi desnecessário.

Exemplo 2 – Eoin Colfer e os Anões

Pra quem não sabe, Eoin Colfer é o autor da série “Artemis Fowl”, livros infanto-juvenis mas excelentes, com um humor extremamente refinado que algumas vezes lembra-me de Douglas Adams, o que é uma coincidência, pois Colfer escreveu um livro para a série d’O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Se Colfer deixasse de escrever para crianças, adicionasse um humor negro e crítica aos seus livros, seria idolatrado pelo público nerd geral. Mas deixando essa introdução de lado, vamos ao exemplo de releitura:

Anões. Ele fez uma releitura dos anões. Colfer não viveu no começo do século, tal qual Tolkien, ele viveu numa época em que os anões já foram reinventados pelo inglês. E o que o irlandês fez foi reinventar as criaturas baixinhas, barbudas e mineradoras à sua vontade. Anões são mineradores, e eles escavam seus túneis da seguinte maneira: Eles deslocam seu maxilar até sua boca tornar-se gigante e atiram-se de boca na terra, comendo-a e... Sim, e depois eles fazem isso mesmo que você imaginou com a terra. Anões são criaturas com mordidas extremamente fortes e capazes de soltar gazes com força e cheiro fortes o suficiente para tornarem-se armas. Sua baba é como cola, sua barba é tão forte que pode ser usada para abrir fechaduras. Isso é outro exemplo de releitura.

Contudo, vamos ver o que o irlandês fez: Ele manteve alguns elementos do original. Mineradores, vivem na terra, escavam como nenhuma outra pessoa e são gananciosos. E colocou outros elementos, como os gazes, a barba e o maxilar deslocado.

Exemplo 3 - Stephenie Meyer e os Vampiros

Chegamos ao busílis da coisa, não é? Ao momento crítico e polêmico, não é? Ah... Não chegamos não. Vocês não perdem por esperar...

O que são vampiros. Vampiros são criaturas que sofreram modificações desde o início, tendo sua origem em folclores europeus sendo que o que se tem hoje é uma mistura geral de lendas. Um monte de releituras. De qualquer jeito, temos vampiros como criaturas que vivem de noite. Porque não gostam do sol e porque o sol os fere, normalmente porque são malditos e para tanto condenados à escuridão. São parasitas, necessitando do sangue alheio. Vistos como criaturas diplomáticas devido aos séculos de vida e aprendizado, como animais outras vezes, permeiam o cinema e a literatura há um bom tempo.

E então venho essa rapariga, essa tal Stephenie Meyer, e fez o que cada autor que escreveu cada livro sobre vampiros nos últimos cem anos fez: Pegou o modelo de vampiro vigente, manteve algumas coisas, modificou outras. Eles continuam sendo criaturas da noite? Continuam. Continuam se alimentando de sangue? Continuam. Aprenderam com os anos de vida e tornaram-se ricos e diplomáticos? Sim. Então, o que mudou?

Bem... O rapaz é gay? Ta, como se o Gary Oldman naquele filme fosse muito másculo... Ou como se masculinidade fosse um traço dos vampiros.



Eles brilham durante o dia? Ta, isso é estranho... Mas é só um detalhe. É um detalhe acrescentado ao bel prazer do autor, um direito que ele tem.

O que mais? Vamos lá, mais em relação à história... São vampiros bonzinhos com uma história extremamente puritana. Sabe por que?

Porque mídias normalmente são dirigidas a um público alvo, que nesse caso são menininhas adolescentes que acham idiota demais esperar que uma coruja traga uma carta te chamando pra uma escola de magia e preferem esperar que o colega bonitão da sala de aula seja um vampiro que a leve para um mundo mágico.

Estórias são assim. Elas representam os anseios de um público alvo, que faz com que eles gostem dela.

E você? Você odeia crepúsculo, por que?

Você acha que o que ela fez com vampiros não foi certo, que aqueles não são vampiros. Que não mereciam se chamar de vampiros.

Vampiros são uma maldita releitura e coleção de costumes. Um autor pode fazer o que quiser com os vampiros e chamá-los do que quiser, inclusive de vampiros.

Você acha que a estória é idiota, algo para menininhas de catorze anos que esperam por um príncipe encantado.

Sim, é assim que funciona. Quando você escreve uma estória assim você sabe quem é que vai gostar dela, você não espera que um motoqueiro de 55 anos ande com o livro debaixo do braço.

Você odeia a estória porque ela é ruim, porque ela insulta os seus adorados vampiros, porque você acha idiota idolatrar uma história e por isso seu passatempo preferido é falar mal de quem gosta de crepúsculo.

Faltou só completar: Você é um idiota. Sabe por que?

Porque quem idolatra crepúsculo é o público alvo, quem idolatra crepúsculo idolatra o produto, dedica sua vida ao produto.

Você dedica sua vida ao ódio do produto, você dedica sua vida a um sub-produto de crepúsculo, ou seja:

Sua vida é um sub-produto de uma merda.


PS: Eu também não gosto de Crepúsculo. Prefiro Blade.

E um agradecimento especial ao amigo Guillermo Peccilli pela ajuda com a revisão do post.

domingo, 12 de setembro de 2010

De Paramore a Johnny Cash

Eu tenho uma certa queda por ruivas. Na verdade não, mas minha namorada colocou essa idéia na cabeça e isso acabou se transformando em outra piadinha da relação. De qualquer jeito, eu, que freqüento diversos fóruns, costumo saber o que está no gosto do pessoalzinho através dos avatares, assinaturas e nicks deles.




Eu, por exemplo, vi muitas garotas com “Swan” no nick. Automaticamente pensei: São fãs de “Piratas do Caribe”, mais especificamente da Elizabeth Swan! Mas, aí sim, fui surpreendido novamente! Tratava-se não de Lizzy Swan, mas de Bela (Ou Bella, whatever) Swann, aquela guria com cara de idiota do filme sobre vampiros.



Também vi muitas gurias com avatares de uma ruiva e pensei automaticamente: Olha só, fãs da Dulce Maria! Mal sabia eu que estava enganado... Pois não eram fãs de RBD (claro que não, estamos em 2010!). Eram fãs de Paramore. E eu fiquei curioso. Na verdade não automaticamente, demorou um pouco, sabe. Eu ultimamente ando ouvindo, no ônibus, apenas podcasts, e em casa dificilmente ouço alguma coisa no computador. Então, pensei: Vou arriscar. Fui ao meu twitter e perguntei sobre essa tal banda, e não me deram uma opinião positiva? Então... Por que não?

Então, recorri à pirataria: Saqueei um navio ou dois, peguei o dinheiro do butim e fui à Torrentz Megastore e comprei todos os CDs dessa banda canadense (eu acho que é canadense). Ouvi e... Não é ruim. Mas também não é bom. Na verdade até que é bom, mas entenda, leitor: Eu só ouço coisa velha. Pra mim, U2 é uma banda nova. Sim, para este que vos fala, Bono Vox, Edge e outros integrantes da banda são meninos.





O problema de Paramore é que a maioria das músicas me soaram iguais. E eu não me julgo um completo ignorante musical, posso não ser um menestrel, mas ouço diversas músicas do mesmo estilo e consigo distinguir algo entre elas. Talvez seja porque eu ouvi Paramore apenas uma vez... Mas tem uma meia dúzia de músicas (umas 3, na verdade) que são realmente boas e se destacam.

Depois de ouvir Paramore por um bom tempo, até terminar todos os CDs, fui até minha estante e olhei aos CDs. Pensei “vou ouvir algo que eu estava ouvindo muito um tempo atrás. Vou ouvir alguma coisa do homem de preto, vou ouvir um Johnny Cash”. Ouvi o disco Live at San Quentin inteiro e, caros leitores, ao terminar, meu pensamento foi: COMO DIABOS EU FIQUEI UMA SEMANA OUVINDO PARAMORE?



Mas Paramore não é ruim. Johnny Cash é melhor, mas essa não é a questão. A questão é aquele algo a mais. Quando você ouve o disco sobre o qual estou falando, você ouve o Sr. Cash, cantando a música San Quentin, sobre o presídio San Quentin, em uma prisão (San Quentin, veja só que coincidência!) para aquelas pessoas que estão lá há 20 anos!

Gostei muito de um comentário que vi no youtube, de um sujeito que disse “meu tio esteve em San Quentin nesse dia. Ele disse que ouvir isso era como ouvir o som da liberdade”. Coloquem-se no lugar dele, leitor. Ouçam:




Chegando ao busílis da questão: Podem ouvir Paramore. Podem ouvir o que quiserem. Mas... E essa geração? Qual o ídolo que tem um algo a mais em suas canções? Não falo sobre músicas sobre a adolescência, ou sobre bandas que são moda porque fazem parte da trilha sonora de filmes da moda sobre vampiros. Falo de Johnny Cash, cantando sobre liberdade para pessoas que não a tem. Falo sobre Scorpions, cantando sobre a queda do Muro de Berlim, na queda do Muro de Berlim, sendo que eles viveram a triste realidade alemã imposta por aquele muro!



E não menosprezo as dificuldades da adolescência, podem cantar sobre ela! Mas a adolescência passa para todas as pessoas... E chega uma hora em que nos esquecemos da nossa adolescência. Mas nunca nos esquecemos do Domingo Sangrento na Irlanda, arquitetado pelo IRA e interpretado pelos meninos do U2.

É isso que eu penso. Grandes merdas, né?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Hipertensão: Hipertenso de assistir

Eu sou um cara que alguns diriam que é culto. Eu leio Dickens, Dostoievski, Tolkien. Eu sei que ler livros antigos e difíceis de ler – a estória sendo boa ou não – não faz de ninguém culto, e não penso que a minha pessoa seja a de um erudito, mas muita gente pensa. Vamos dizer o seguinte: Quando se trata de literatura, eu sou um cara com um gosto refinado.


Mas, quando se trata de televisão e cinema... Meu filme favorito é Highlander. Da pra contar nos dedos do nosso querido presidente quantos filmes de antes da década de 70 eu já vi. E na televisão... Ah... Eu assisto Silvio Santos, sempre dou aquela conferida no BBB, assisto novelas da globo, tudo do bom e do melhor.


Não sou fresco e não ligo de admitir. Acho bacana. Gosto de assistir essas coisas trash da televisão. Melhor: Acho divertido. Do mesmo jeito que gosto de ler Tolkien e livros antigos e bizarros. Faço porque gosto, não pelo o que os outros pensam.


O problema, é que nos últimos dias, apareceu na tela da nossa caríssima Rede Globo um programa que me desafia. Eu não consigo ver graça naquilo. Mas vamos mais pro passado um pouco, caro leitor. Vem comigo!

Há muito tempo atrás apareceu na televisão do “No Limite”, e corrijam-me caso eu esteja enganado, mas foi o primeiro reality show da televisão brasileira. Reality Show... Esse tipo de programa que fez tanto sucesso e hoje cada emissora tem o seu – e algumas tem vários... E o “No Limite” se destacou por fazer as pessoas comerem coisas nojentas. Tudo bem, é legal ver alguém se fodendo e comendo merda. Mas, lembrem-se, em TODAS as edições do programa, só havia uma prova desse tipo. E no meio do programa, quando a coisa já estava andando...


E agora, anos e anos depois, apareceu mais uma tentativa de reconstruir a audiência que aquele primeiro “No Limite” teve: Hipertensão. Com uma apresentadora que não cativa e uma apresentação dos personagens sem uma peça sequer de roupa, o programa desafia o bom gosto no horário “vale tudo” da televisão – e você achando que não veria nada mais escancarado que as pegadinhas picantes, hein?


O programa faz as pessoas comerem coisas nojentas. Toda edição. As pessoas não gostam de ver pessoas comendo coisas nojentas, porque... É nojento.


“Mas e naquele outro programa que você falou, as pessoas não gostaram?”


Gostaram. Mas isso foi uma vez – como eu já disse! – e no meio do programa. Agora, todo programa?


Rede Globo, você tem os mesmos programas há 10 anos, alguns bons, muitos ruins, mas a maioria até que é “assistível”. Hipertensão não. Hipertensão vai além do bom gosto, e é uma ofensa aos telespectadores.


Mas foda-se também, né? Ninguém lê esse blog mesmo. Vai ter mais gente assistindo a Globo durante o juízo final, quando as trombetas soarem, os anjos descerem do céu e Pedro Bial for cobrir o fim do mundo do que tem gente lendo esse blog agora.


PS: Os posts ficam muito melhores quando tem imagens, não ficam?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mudando...




Um majestoso cavaleiro em seu corcel;
percorria às planícies;
um grito de angustia,o eco de dor de centanas ele ouviu,
tão doloroso foi,que seus olhos ele fechou.
Ao abrir,havia algo estranho;
Não sentia o peso da sua armadura,
mas a pele de um animal,
no lugar de sua espada,uma clava!

Enquanto tentava entender o que tinha acontecido;
outra vez o estranho grito!
E outra vez ele fechou seus olhos.
Ao abri-los,a propria planicia mudará!
Estava desnorteado,
em meio a uma estranha floresta que jamais havia visto!
Mais uma vez o maldito grito, e involuntariamente ,
mais uma vez fechou os olhos.
Ao abrir seus olhos, coçou vagarosamente a barba;
a mochila estava pesada,e a musica que estava tocando
ele nem lembravade ter no mp3.
E pela primeira vez,abriu sua boca
"Velho,que porta barulhenta desse onibus"
Daí pulou, ja que 'tava atrasado !


domingo, 27 de junho de 2010

Bang bang, my life shot me down

ADVERTÊCIA AO LEITOR:

ISSO É UM CONTO, FICÇÃO. NÃO É REVISADO. EU ESCREVO POR ESTOU ENTEDIADO, VOCÊ LÊ PELO MESMO MOTIVO. TEMOS UM ACORDO?



Escrever é difícil porque ter idéias é difícil. E eu não escrevo enquanto não tiver uma idéia. E isso é complicado, porque sem idéias não escrevo. E sem escrever não tenho idéias. Você consegue entender? Eu preciso escrever para ter idéias. Vamos dizer que eu não tenho nenhuma idéia sobre o que escrever ou porque escrever, e quero escrever um conto para colocar no meu blog. Então eu fico imaginando contos que li, Gaiman, Lovecraft, King, e tento ter idéias geniais como as deles. Só que eu não consigo ter. Deveria começar a escrever e ver onde vai dar, se vai ser um conto de amor, de terror ou de suspense não importa, eu descubro enquanto estiver escrevendo.

Mas eu não faço isso.

Eu me levanto da cadeira e vou até a cozinha, colocando a mão no lugar onde se que há uma garrafa de whisky e barato e enchendo o copo com um movimento tão rápido quanto o que faço para beber seu conteúdo. Um gole e meio copo já foi, e como meio copo de whisky é o que coloquei, todo o copo se foi.

Abro a porta após pegar o casaco e saio para a rua escura no meio da madrugada, que pode até ser a madrugada para você, mas para mim é aquele período entre o meio dia e as três da tarde em que é bom não pegar sol. É que eu não gosto muito de ficar acordado durante o dia, se é que você me entende.

Eu estou andando pelas ruas e tentando ter uma idéia. Coloco as mãos nos bolsos do casaco e penso nessa porcariada que as pessoas estão lendo, vampiros, bruxos, magia. É tudo uma idiotice sem tamanho. Romances abobalhados onde a divina providência sempre arranja uma namorada para o mocinho, sempre arranja uma aventura amorosa com alguma peituda. A vida não é assim. Eu, por exemplo, estou andando no meio da rua às quatro da madrugada e nada acontece. Nenhuma vampira gostosa apareceu. Ainda. E esse ainda não quer dizer que ela vá aparecer, só quer dizer que você vai continuar esperando.

Sabe o que aconteceu? Um bêbado venho ao meu encontro, depois passou por mim e continuou andando. Não parou, não se transformou em um lobisomem, não arrancou meu pescoço com uma dentada e dois irmãos em um Impala não saltaram sobre ele apunhalando-o com uma faca de prata.

Eu queria ter um carro. Porque eu poderia dirigir no meio da estrada durante à noite, assim mais coisas poderiam não acontecer comigo. Eu poderia não encontrar uma mulher fantasma que me seduziria e arrancaria meu coração à base de unhadas, também poderia não ser perseguido por um serial killer misterioso em um Camaro marrom. Esse é o problema da vida, você sabe? As coisas nunca acontecem. É por isso que os contos do King, Lovecraft e Gaiman são legais, porque eles falam de monstros de dentro do armário e de garotas extra terrestres em festas. Mas vai ver é porque essas pessoas tem idéias.

Então eu penso em Deus. Eu acredito nele, e você? Você deve acreditar, você tem pinta de ser um desses idiotas que gosta da vida, e eles costumam acreditar em Deus. Você acredita em Deus porque é feliz, e é feliz porque acredita em Deus. Vamos lá, vamos parabenizá-lo pelo milagre da idiotice e ignorância. Não, eu não sou ateu, eu disse que acreditava Nele, você além de idiota é cego ou surdo, por acaso? Eu só acho que ele não faz coisas boas. Eu acho que ele existe e só, se eu sou feliz ou infeliz a culpa não é dele, é minha. E se você é feliz a culpa não é dele, é da sua próprio idiotice.

Agora eu estou ouvindo um trem passar. Deve ter uma mulher amarrada no trilho e esperando ansiosamente para que algum milagre faça o cavalo do seu amado correr mais rápido que as rodas de metal sobre os trilhos cujo gosto salgado ela sente. E ele vai saltar sobre o trem e pará-lo. É claro que não. Ela sequer é uma mocinha, é uma droga de uma prostituta que apanhou de um bando de playboys e está caída de cara no meio fio. E ninguém vai matá-la nem salvá-la. Ela só vai sentir a necessidade de ir embora, mesmo com a dor, quando o dia amanhecer e as pessoas começarem a olhar para ela.

Pessoas que se acham bastante superiores, mas não são nem um pouco. São só idiotas que se acham superiores porque aparentemente tem uma vida mais feliz.

Mas espere, agora eu estou pensando... Eles são felizes, eles se acham
superiores, eles realmente não são? Se eles acham que são, eles são, não são? Bem, eu lá vou saber? Eu não sou nenhum pseudo filosofo, eu sou é um pseudo escritor, que nem sabe como escrever. É difícil. Partir do nada, sem personagens, sem trama, só eu sozinho. Eu e uma folha em branco. Eu e o barulho do cooler girando aterrorizantemente.

Um zumbi vem na minha direção e arranca um pedaço da minha orelha. Sou abduzido. Chego à sala e todos os livros estão fora da prateleira, menos um.

Não parece ser muito difícil, mas é. Qualquer um tem uma idéia, poucos a desenvolvem. Difícil é ter uma idéia, isso sim. Quer saber, vou voltar pra dentro, tocar uma punheta e parar de tentar escrever que eu ganho mais. No dia seguinte começo a escrever uma história sobre pessoas que tem suas vidas mudadas e que tem de salvar o mundo. Ah... Vá se foder, o idiota aqui é você, não eu. Por que eu disse isso? É porque eu sei que isso não é nada original, eu não preciso que você me diga. O idiota aqui é você, não eu.

Você que é um idiota que se acha feliz mesmo tendo uma merda de vida, é você que é feliz porque é um completo imbecil. Eu sou infeliz e sei que é por minha culpa, minha vida é uma merda pelos meus próprios méritos.

Pensando bem... Acho que o idiota sou eu.

Bang.

sábado, 19 de junho de 2010

CALA BOCA POVAO

Alô alô amigos do Andarilho Insano, bem vindos a mais um post e, como atualizações aqui são raras, eu acho que um post deve ser comemorado, não é? E não só o titulo como o jeito de escrever não deixa que a gente se engane, e vocês já sabem sobre o que é esse post, não sabem?

É... Meus amigos! Mas provavelmente estamos enganados. Sério, todo mundo fala sobre o tal fenômeno, os Galvão Birds, a mobilização nas mídias sociais e etc. Mas tem comentários que me deixam um pouco... Bem, um pouco naquele estado de humor que faz com que eu escreva meus posts aqui, onde falo muito bem de várias coisas. São comentários do tipo:

“Brasileiro é foda, adora tirar uma com a cara dos outros”

Isso é bem verdade, e não é só com brasileiro não! É com qualquer um que seja bem humorado, que seja inteligente e que tenha um senso de humor saudável (ou nem tanto!). Por isso, seus brasileiros babacas que sentem-se envergonhados por estarem num país onde uma piada dessas é vinculada livremente, vão a merda. Vocês são uns pseudo intelectuais babadas que adoram aparecer, adoram dizer que iriam preferir viver na Inglaterra do que no Brasil, porque aqui a única coisa que importa é o futebol, e basta chegar lá para ser tratado feito lixo e dizer para todos “Ronaldinho” “Futebol” “Pelé”, para se sentir melhor.

Mas essa não é minha maior irritação! Minha irritação é essa:

“Olha só! Olha o que o brasileiro consegue fazer com uma piada! Imagina se quisesse fazer algo sério, o que não conseguiria...”

Meus caros que acham que ao invés de digitamos no twitter CALA BOCA GALVÃO deveríamos na verdade digitar “Save África”, ou, melhor ainda, “#forasarney”, entendam uma coisa:

VOCES NÃO PODEM SALVAR O MUNDO!

E não importa quantas vezes vocês twittem sobre salvar a áfrica da fome, sobre salvar a Escócia dos ingleses ou sobre a África do Sul ser campeã da copa do mundo, isso NÃO VAI ACONTECER! Sabe por que? Sério, eu já falei isso ali em cima... E sério, vocês não podem salvar o mundo. Ninguém pode.

Ok, nós, brasileiros, numa época em que jovens ao invés de digitar coisas no twitter saíam às ruas com as caras pintadas conseguiram algo... Os brasileiros não conseguiram nada. Porque o povo consegue colocar um presidente no poder, mas, o único jeito de tirar ele de lá é enfiando um tiro nele durante um desfile! (não, não estou dizendo para você atirar no presidente. Estou dizendo que, caso você pense nisso, enfie uma arma na boca e aperte o gatilho).

Agora, para aqueles que ficarem putos aqui e vão dizer que eu sou um babaca escroto, que é por causa de pessoas como eu que o mundo não vai pra frente, eu sou um cara que faz o sistema ir pra frente. Enquanto você, jovem revolucionário fã de Legião Urbana grita nas ruas pelos direitos dos trabalhadores, eu estou trabalhando para sustentar a mim, ao sistema e a outros desgraçados como você, que acham que fazem a parte de vocês gritando e exigindo coisas utópicas do governo. E se o mundo tivesse mais de vocês e menos pessoas iguais a mim, o mundo seria um lugar bem pior, não bem melhor.

Por isso, seu pseudo revolucionário, eu não te respeito nem um pouco, seu desgraçado que acha bonito ser sustentado pelos pais e protestar pelos direitos dos trabalhadores e política do seu país quando você não faz idéia do que é trabalhar ou política, eu não te respeito. Não te respeito nem um pouco.

Exceto de você for o vocalista do U2...

PS: Não estou dizendo que estou feliz com o jeito que as coisas estão. Estou dizendo que vocês são uns babacas e não vão poder mudar nada. Por isso eu grito:

CALA BOCA POVÃO! FUCK QUE POVÃO BIRDS.

domingo, 9 de maio de 2010

Baca tales! Historias alternativas.

YOOOOOHO!
Pois então, hoje na parada estava lembrando das graciosas historias do baca,
e como a porra do onibus não vinha comecei a remontar os personagens.
Então atualizando algumas coisas.
Os grupos continuam os mesmos, eu não lembro dos detalhes , e enfim, culpem o rum!

Personagens mudados:

Anão: Ainda um amendobobo super energetico,a principal alteração foi ter adquirido conhecimento descomunal em direito, que usa para forçar o uso das regras da forma certa,sua forma certa!

Zoreba: Atualmente um humano,o motivo? Quem sabe!


Então, lets vamos!

Ato I

- Por escolha do autor,a guerra com as nagas e a aliança nunca ocorreu-

O céu está escuro, há uma chuva constante. Mesmo em tempos obscuros ,onde as forças do bem não sabem que caminho seguir, este dia é especial. Por motivos obscuros esse foi escolhido como o dia da decisão, o dia onde bem e mal novamento se encontrariam, e dessa vez teria de haver um vencedor. Neste dia Murphy e Sidney Magal não interviriam, seja com avatares ou ações diretas... ou eles trapaceariam?

Anão está vestindo um manto pesado com um capuz, outrora imune aos elementos, hoje ele se incomoda com a chuva, apesar da energia pulsar em suas veias entupidas de glicose sua consiencia arde, ele sabe que há um motivo para voltar para casa.

Baca está recebendo a chuva na cara.

Baca: Mesmo sendo um peixe,isso me incomoda, o dia de hoje será glorioso, os céus deveriam se abrir para que até o sol testemunhe nossa vitoria!

??? : Ou derrota, ou derrota amigo com gelras...

Esta figura completamente tapada por casacos e um pesado capuz de um branco ofuscante, a unica coisa a vista é seu cachimbo, que ele cuidadosamente mantém seco.

Baca: GP , PARA DE ROGAR PRAGA,CARALHO! Tu sabe que me matam em casa se eu não chegar inteiro e pronto pra uma noite caliente!

GP: Eu também amigo, eu também...

Smigol estava presente,mas devido a seu tamanho sua imagem ficava escondida entre tantos pesados casacos.

Anão come mais alguns torrões de açucar para passar o nervosismo, e então corre a frente do grupo.

Anão: ESTAMOS PERTO, ESTAMOS PER...

O grupo de amigos estranha o silencio do amendobobo, até que eles chegam perto do centro da planicie, e vem apenas uma figura parada na chuva. Com certeza não é o ogre ,mas também não deve ser o Elfo,seu corpo é robusto de mais para isso.

GP toma a frente, guarda meticulosamente o cachimbo, tira o capuz e sorri.

GP: Olá amigo, sabe você não deveria ficar aqui,haverá uma grande luta, eu sei que é legal assistir,mas é perigoso, eu te mando um DVD com os melhores momentos, ok?

Um raio ilumina os céus, a figura misteriosa não está protegida contra a chuva, há um sorriso de deboche em seus labios, e ao seu lado há o machado do zoreba.

???? : Então pessoal, um clima legal para vocês serem multilados,ein?

Com um movimento pesado, desmontrando esforço ele levanta o machado com e toma uma posição carecterista, com certeza é o bersker,apenas não se entende o que houve com ele!

Anão se recupera o choque.

Anão: ZOREBA? O QUE HOUVE? VOCÊ ESTA PRONTO PARA LUTA?

Zoreba: E lá faz diferença?

Zoreba cospe em escarnio.

Baca é o primeiro do grupo a pegar em armas,logo seu sabre de luz ilumina o bastante para que se possa ver a sobra de Smigol se afastando.

Baca: Este combate é importante, onde esta o resto da corja?

Zoreba calmamente se espreguiça

Zoreba: Ah gente, hoje era dia de Raid no wow, eles me pediram para massacrar vocês sozinho!


E com a promessa de um novo combate, o ar se torna mais pesado.
O antigo ogre terá alguma chance, o que ocorreu com todos que estão tão mudados?
Quem sabe,meu rum acabou e a imaginação também!
CYA