A igreja católica é algo que está sempre na moda, é um hype, uma coqueluche eterna! Se tivesse uma “Contigo”, “Caras” ou outra revista qualquer dessas de fofocas e noticias inúteis só de noticias da igreja, garanto que a vendagem seria coisa de louco! Principalmente porque a igreja iria boicotar a revista dizendo pros fiéis de todo o mundo não a comprarem, e isso daria aquele baita marketing de graça que só o Vaticano sabe fazer. Boicote esse que foi recentemente feito ao filme “Anjos e Demônios”, de romance homônimo de D. Brown (falei bonito agora, né não? Homônimo, puta merda, minha mãe ficaria orgulhosa... Sem contar o puta gancho que eu fiz da revista fictícia pro filme real... Eu sou foda, diz aí, leitor).

Enfim. Muito se fala de religião, sempre se falou. Se você olhar com atenção este jovem mancebo lhe oferecendo uma cerveja à direita no layout do blog, ou no topo da pagina o mesmo rapaz lhe oferecendo uma barganha: Um comentário por um ticket para o paraíso (oferte irrecusável, diria eu), ou mais embaixo você pode vê-lo um pouco mais... “Empolgado”, “pedindo” por um click. Não é um estudante de história desesperado pelo filme do Adam Sandler, é... Bem, ele dispensa apresentações, não é?

A questão é que mesmo o meu amigo Bacalhau, que posta aqui de vez em quando, já deu seu
parecer quanto a religião, mas eu ainda não. Bem, vamos lá.
Eu já fui ateu, não soube e não sei porque. Acho que foi porque não via razão nessa coisa toda de religião, comungar todo domingo, festejar todo domingo, ajoelhar toda missa. Isso foi há uns bons anos depois, não sei direito como isso aconteceu, provavelmente essas pequenas maravilhas que a gente não atribui caráter miraculoso nenhum ou coisa do tipo tenha mudado minha opinião. Hoje eu acredito em Deus, tenho uma fé que eu considero extremamente forte, embora isso não deva ser algo bom nos “padrões divinais”, mas não gosto de religiões. Eu não tenho uma religião. As pessoas classificam isso como “agnosticismo”, mas eu não acho um nome bonito, então digo que não tenho religião e só.
E o motivo de eu ser um agnóstico não é por aquelas desculpas bestas de “ai, a igreja matou milhares de pessoas na idade media”, isso é coisa de gente babaca que segue tendências e tudo o que sabe sobre a idade média é que naquela época tinha um campeonato mundial de justas e lutas com espadas.

O motivo de eu ser agnóstico (e olha o “link/gancho” outra vez) é por essas e outras que a igreja está fazendo com o “Anjos e Demônios”. Numa notícia que eu li sobre isso, um bispo declarou que rejeitou o pedido de filmagem em uma igreja sem sequer ler o conteúdo do pedido, apenas pelo documento conter o nome do querido Dan Brown na capa. Agora, isso lá é atitude de uma instituição que quer ser, seila, respeitada? De uma instituição que quer desvincular aquela imagem medievalista de tortura e opressão? Porque, embora a igreja utilize transferências bancarias online para movimentar o seu dinheiro, e a sua mentalidade monetária seja mais atual do que muitas empresas, as atitudes que ela toma quando o que está na jogada é o mais importantes, creio eu (Deus, fé, fiéis, etc), são totalmente medievalistas! Em igrejas algumas pessoas fizeram abaixo-assinados para que o filme “Código Davinci” não passasse em alguns cinemas.

Os mais entendidos que desculpem minha provável ignorância no que eu direi, mas eu creio que Deus, Nosso Senhor, quando nos criou de um montinho de barro, nos deu o livre arbítrio. Nos deu o direito de escolher o que faríamos da merda da nossa vida. E nós tivemos de ter fé. E meu velho amigo
padre Jacob bem me disse que “fé não é nada se não for testada de vez em quando”. Então, por que diabos (com o perdão do uso do nome do inimigo na expressão) cancelar a exibição do filme? Quero dizer, muitas pessoas vão tomar o filme como realidade e não como um romance cheio de pseudo-teorias completamente furadas, é realidade, mas isso não seria para estes e talvez outros um “teste de fé”?

O que a igreja acaba fazendo é um “Epa! Você precisa testar a sua fé para melhorá-la, mas peraí, amigo, deixa disso, vamos testá-la de levezinho, não vamos colocar aí uma provação que seja forte o suficiente pra você parar de nos visitar nos domingos e festas, né?”.
Prosseguindo, o tão falado “Código Da Vinci” foi uma “merda foda”, fez muito barulho e pouco, pra não dizer nenhum estrago. Toda aquela baboseira de “sua vida nunca mais será a mesma” e “o segredo será revelado” não passou de um: “E aí, Jesus andou dando uns pegas numa ruiva que sentou do lado dele naquele quadro lá da galera comendo pão. Malandrão esse Jesus, né não?”.

Tudo o que a igreja fez no final foi dar mais bilheteria pro filme. Mais dinheiro pro maldito Dan Brown. O problema é que, com o “Anjos e Demônios”, porra, o negocio é diferente. Enquanto o “Código” tem a premissa de revelar um segredo que “destruiria” a igreja (o segredo mais bem guardado), “Anjos e Demônios” é um filme sobre... Sobre... Ok, é um romance policial, mas por trás de toda aquela baboseira do Tom Hanks fazendo coisas impossíveis e informações extremamente erradas que vão “emburrecer” a maioria das pessoas (estou disposto a falar mais disso depois, claro, essa coisa de emburrecer é algo amplo demais) o filme fala... Sobre fé. Sobre como a igreja católica, apesar de tudo, é algo bom. Algo bonitinho. Porra, eu me emocionei lendo o livro!

O que prova que... A igreja não leu o livro? Não, as pessoas que estão lá dentro são inteligentes, e muito. A maioria, pra não dizer todos, se lessem as porcarias que eu escrevo aqui ririam pra caralho. A igreja só está “boicotando” o filme porque é de um livro do Dan Brown. E Dan Brown é mau, feio, bobo e tem cara de mamão (ta certo que meu argumento é meio bizonho já que entre outras coisas o livro mostra um padre pegando fogo dentro da igreja e um membro do vaticano tentando explodir o mesmo. Só não conto quem é porque li faz tempo o livro e não me lembro o nome. Mas lembro a função dele, mas seila, é um filme bonitinho, não vou estragar a surpresa).

Agora, terminando isso, só quero dar o meu parecer acerca da igreja católica. Repetirei o que disse logo atrás no post, de que a igreja mantém uma mentalidade um tanto quanto medievalista, embora antiquada seja uma palavra melhor. Nós estamos no século XXI, as pessoas pensam, são inteligentes, tem acesso à informação e não se deixam enganar facilmente. Bem, pelo menos alguns. O negocio é que esse mundo é completamente diferente do que era poucos anos atrás, e, se a igreja não se modificar... Bem, ela não vai se extinguir, mas vai diminuir cada vez mais, o que eu acho triste. As pessoas precisam de uma religião, e, das que eu tenho um contato mais fácil, a católica pelo menos não deixa uma conta bancaria no final da missa semanal pra que as pessoas doem dinheiro. Na verdade tudo o que fazem é passar uma cestinha e quem quiser enfia alguma coisa lá. Se você quiser pode até pagar o dizimo e concorrer a um sorteio de uma bíblia por mês! (pelo menos em algumas igrejas), e bíblias são legais! Só eu tenho 3!!! (duas ganhei e uma, a minha preferida, roubei, mas infelizmente nenhuma eu ganhei no sorteio, embora tenha roubado uma de alguém que a ganhou no sorteio).

E o mais importante da igreja é que ela nos ensina a ter fé. Acreditar. Esperança. E, com esperança, se vai muito mais longe. Eu sinceramente prefiro ter esperança longe da igreja, mas bem, foi lá que eu aprendi isso tudo, e não me arrependo das horas na catequese. Mesmo sendo esse cretino de marca maior que faz piada de tudo e de todos, acho que eu não estaria tão bem se não fosse a fé, a esperança.
Pense nisso.
PS: Alguém notou o forte teor de “auto ajuda” nos últimos posts? Brincadeirinha!
PPS: Esse post eu escrevi há mais de um mês, mas nunca publiquei... Com o filme chegando, acabei me apressando e colocando ele aqui. Semana que vem comento o filme.