
É o que este post é.
Então, fiquei muito tempo sem postar. Os colegas Bacalhau e zoreba, felizmente, postaram e taparam alguns buracos. Contudo, o próprio amigo zoreba veio falar comigo de que estava na hora de um post novo, então, neste caso, aqui vou eu, para os meus 2,7 leitores diários.
Mudança. Eu comecei a escrever um post sobre mudança várias vezes, mas nunca conseguia concluí-lo, então, vou tentar aqui e escrever alguns posts sobre mudança. Por que? Ora, porque é um assunto bacana!
Então, há vários meses eu escrevi um post sobre twitter, mas nunca postei. Em parte porque estava muito mal escrito (acreditem, mais que o de costume), em parte porque não gostei dele. Vou reescrevê-lo aqui, nessa tentativa de posts sobre mudança.
Logo que o twitter teve seu início, eu li a respeito e dei uma fuçada, e me pareceu algo totalmente... Estranho. Quero dizer, a internet já é um lugar onde pessoas desocupadas passam o dia inteiro sem fazer nada, e, mesmo quando estão com coisas para fazer (o meu caso agora), ficam também na internet, procurando coisas inúteis para fazer. Não é a toa que os sites de tirinhas são tão populares ultimamente! (preciso dar um jeito de fazer tirinhas! Isso de escrever não ta com nada, o negócio agora é desenhar).
Então, naquela época a premissa do twitter basicamente era: Você vem aqui e em 140 caracteres digita o que você está fazendo. Até parece interessante no momento em que você pensa “uau, vou poder ver o que meus ídolos estão fazendo!!”. O problema é que, longe dos palcos, câmeras e páginas, nossos ídolos são só... Pessoas! E o “Estou indo tomar banho”, “estou indo almoçar” e “estou indo passear com meu cachorro” da Angelina Jolie e são tão impressionantes quanto os meus! Ok, o ato da Angelina Jolie tomar banho é definitivamente mais impressionante que o meu... Mas isso não vem ao caso!
O caso é que, embora no começo as poucas pessoas que passaram a fazer parte da comunidade do twitter o fizeram por curiosidade e com pessimismo, hoje vêem o site, igual a tudo na internet que consideramos inútil, fazendo um puta sucesso! Os 140 caracteres tornaram-se úteis no momento de compartilhar um link, uma informação (útil ou inútil) ou de fazer um comentário tosco! É claro que existem muitos outros sites, aparatos da internet e coisa do tipo que fazem a mesma coisa, e há muito tempo... Mas e daí? O youtube já existia há muito mais tempo em outras formas, ele só foi “remodelado”, colocado num formato diferente, e, especialmente, mais prático. Porque, embora a tendência do ser humano seja de complicar as coisas, sempre preferimos o que é simples.
Eu mesmo sempre olhei torto para o twitter, mesmo em seus momentos de ápice. Porém, em determinado momento me convenci a criar um negócio desses, não para mim, mas para este blog, e lá tentar fazer propagandas dos posts. Infelizmente fiz apenas um post tendo o tal twitter, mas não é que deu certo?
No final de contas, esse negócio é nada mais nada menos do que um enorme “boca a boca” em que ninguém precisa ficar copiando e colando coisas para todo mundo! O twitter é uma ferramenta, e das boas! É um utensílio, apenas isso, ou pelo menos eu o considero assim, porque ninguém conseguiu ainda me convencer do como alguém consegue passar horas e horas a fio naquele site!!!
Ah... sigam o twitter do Andarilho Insano clicando aqui. Ou não, você quem sabe.
E o que isso tem a ver com mudança? Ora, famosos foram desnudados das suas auras de ‘famosidade’, e ninguém mais é intocado! Até mesmo Sasha, a “princezinha do Brasil” (que alcunha idiota) pode ser afetada por gordos nerds, e, principalmente, desocupados! Além dos blogueiros desocupados e etc...
Gostaram do post? Comentem! Não gostaram? Comentem dizendo que foi uma bosta, ora... Mas, se leram, já está de bom tamanho. Logo posto outro post sobre mudança. OU sobre algo que tenha a ver com mudança...
















Desde o começo desse ano eu tenho andado muito de ônibus. E hoje se repetiu uma história que já havia acontecido comigo, e que se por um acaso voltasse a se repetir, como aconteceu hoje, eu iria escrever algo aqui no Andarilho fazendo uma análise. Pois bem, me proponho aqui a fazer uma análise sobre a ética no ônibus e dos ônibus, por que não. E pretendo deixar bem claras minhas concepções e os conceitos que levo comigo, pois serei claramente tendencioso e espero que você, que está lendo isso, consiga absorver o texto da maneira mais imparcial o possível.
Eu entrei no ônibus para voltar do shopping para minha casa, após uma longa espera. Uma senhora com uma criança no colo entrou na minha frente, passou pela roleta e sentou. Eu fiz o mesmo e sentei no banco atrás do que ela havia sentado. A mãe deixou umas sacolas de compra no chão, pegou a criança no colo (que chorava desde que estávamos no ponto por que seu pai havia ido trabalhar), e colocou-a no banco ao lado.
Tá, qual é o problema nessa história?
Eu lhes digo, o problema é que uma criança de colo, que não pagou, entrou e ocupou um lugar sentada no ônibus. Mais gente entrou e ficou de pé, e essas pessoas pagaram. Isso parece certo pra vocês? Pra mim não. Mas são pareceres, e é sobre o meu parecer que irei discorrer o texto.
Colocar a criança de colo num assento, pular a roleta, ocupar dois assentos deitado ou cometer mais de um ato desse ao mesmo tempo tem algo em comum; Não a motivação para fazê-lo, mas o objetivo: Não pagar. Se a mão invisível é quem faz o marginal que não ter dinheiro pra pagar o transporte público é culpada, ou se há uma mão invisível maior ainda por baixo dessa, ou ainda se a culpa é do governo, é me aproximar dessa singularidade que eu quero; Até por que, esse radicalismo, esse marxismo vulgar (como diria o amável Hobsbawn) esse “generalismo” é patético. As patologias que acometem nossa sociedade não são frutos de um fator, econômico ou social, individual ou coletivo. Durkheim não está mais certo que Spencer, e Weber não mais que Marx.
Infelizmente não dá pra estudar cada caso individual. Então vou delimitar os posts dessa série em três: Os do que pulam a roletas, os do que deitam nos assentos e os do que colocam crianças de colo em assentos; Vem ai a série de posts mais chatos que o Andarilho já viu: A Ética, A Mão Invisível e Os Ônibus!
Segurem as perucas, Bacalhau está de volta.