Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

A Ética, A Mão Invisível e Os Ônibus.


Desde o começo desse ano eu tenho andado muito de ônibus. E hoje se repetiu uma história que já havia acontecido comigo, e que se por um acaso voltasse a se repetir, como aconteceu hoje, eu iria escrever algo aqui no Andarilho fazendo uma análise. Pois bem, me proponho aqui a fazer uma análise sobre a ética no ônibus e dos ônibus, por que não. E pretendo deixar bem claras minhas concepções e os conceitos que levo comigo, pois serei claramente tendencioso e espero que você, que está lendo isso, consiga absorver o texto da maneira mais imparcial o possível.

Eu entrei no ônibus para voltar do shopping para minha casa, após uma longa espera. Uma senhora com uma criança no colo entrou na minha frente, passou pela roleta e sentou. Eu fiz o mesmo e sentei no banco atrás do que ela havia sentado. A mãe deixou umas sacolas de compra no chão, pegou a criança no colo (que chorava desde que estávamos no ponto por que seu pai havia ido trabalhar), e colocou-a no banco ao lado.

Tá, qual é o problema nessa história?
Eu lhes digo, o problema é que uma criança de colo, que não pagou, entrou e ocupou um lugar sentada no ônibus. Mais gente entrou e ficou de pé, e essas pessoas pagaram. Isso parece certo pra vocês? Pra mim não. Mas são pareceres, e é sobre o meu parecer que irei discorrer o texto.


Colocar a criança de colo num assento, pular a roleta, ocupar dois assentos deitado ou cometer mais de um ato desse ao mesmo tempo tem algo em comum; Não a motivação para fazê-lo, mas o objetivo: Não pagar. Se a mão invisível é quem faz o marginal que não ter dinheiro pra pagar o transporte público é culpada, ou se há uma mão invisível maior ainda por baixo dessa, ou ainda se a culpa é do governo, é me aproximar dessa singularidade que eu quero; Até por que, esse radicalismo, esse marxismo vulgar (como diria o amável Hobsbawn) esse “generalismo” é patético. As patologias que acometem nossa sociedade não são frutos de um fator, econômico ou social, individual ou coletivo. Durkheim não está mais certo que Spencer, e Weber não mais que Marx.


Infelizmente não dá pra estudar cada caso individual. Então vou delimitar os posts dessa série em três: Os do que pulam a roletas, os do que deitam nos assentos e os do que colocam crianças de colo em assentos; Vem ai a série de posts mais chatos que o Andarilho já viu: A Ética, A Mão Invisível e Os Ônibus!


Segurem as perucas, Bacalhau está de volta.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Heróis e Vilões da Sociedade

“O império Britânico sempre teve dificuldade para distinguir seus heróis de seus monstros”

(Campion Bond, 1908)

Eu li isso pela primeira vez no inicio da graphic novel “A Liga Extraordinária”, definitivamente uma das melhores (e talvez a melhor) coisa que eu já li até hoje! Contudo, não época em que eu li isso, na minha tenra idade de uns 13 anos, não compreendi o que isso queria dizer. Hoje eu não só o compreendo como vejo que, 101 anos depois, a situação não mudou. A situação tornou-se mais ampla: Nós temos uma dificuldade imensa de distinguir nossos heróis de nossos monstros.



O que é um herói ou o que é um monstro? Em qual ponto Charles Bronson, matando 3 pessoas por segundo de filme torna-se um herói ao invés de um bandido? É porque ele mata bandidos que matavam inocentes? Mas ora, e muitos desses bandidos não tinham família? Mas acho que o exemplo que eu escolhi não foi muito bom, vamos deixar os anos oitenta fora disso, afinal, é a época dos bandidos de jaqueta de couro que andam por aí com canivetes, ouvindo rock’n’roll e perturbando a paz.



Um dos melhores filmes nacionais que eu já vi foi “Tropa de Elite”, é o estilo de filme que eu gosto, é a junção de violência gratuita com frases de efeito. Notaram a “violência gratuita” no texto? O sociopata Capitão Nascimento é um representante da lei, da justiça, ele tem de ser um herói, ele tem de ser o bonzinho! O problema é: até que ponto é possível combater pistolas com algemas? Então Nascimento não utiliza da diplomacia para fazer o bem, ele, como o Batman clássico (o clássico, não esse boiola deformado pelo psicólogo maluco) como um cavaleiro negro da porrada em todos que estão no seu caminho para atingir seu objetivo, para estourar a cabeça de um bandido. Nós vemos um sujeito mal encarado dando porrada em culpados e inocentes para prender um bandido. E o que é que nós dizemos? “VIVA O CAPITÃO NASCIMENTO!!!”, “A SOCIEDADE PRECISA DE MAIS POLICIAIS ASSIM!!!”. “CAPITÃO NASCIMENTO É O HERÓI DE QUEM O BRASIL PRECISA!!!”.



Nascimento pode ser um policial que não se corrompe tão pouco se omite, mas o problema é a maneira com a qual ele ‘vai pra guerra’. Ora, corrupção e omissão são problemas sérios, é verdade, mas também a violência desnecessária faz com que não possamos distinguir nossos policiais de nossos bandidos, nossos heróis de nossos monstros.


Dois anos depois os cinemas presenciaram o filme “Watchmen”, que tornou ainda mais conhecida a genial obra do Alan Moore. E, se perguntarmos para 10 pessoas qual seu personagem favorito, receberemos de 8 essa resposta: RORSCHACH. Ora, Rorschach é um personagem mentalmente abalado e com tendências fascistas, contudo, quem preferimos ser: O sujeito inteligente e fracassado que não come a mulher por quem é apaixonado e tem uma vida de merda reprimido em sua casa e vida monótona (O Coruja), ou o sujeito que não leva desaforo pra casa, que quando é xingado na rua enfia a mão na cara do sujeito, que quando é desrespeitado no bar, destrói a mão do sujeito (Rorschach). Ora, nós já somos um Coruja, sendo humilhados por nossos patrões! Nós queremos ser um Rorschach! Nós queremos mandar nosso patrão se foder, arrebentar o monitor na cabeça dele e cagar em cima da sua mesa! Nós queremos encher de porrada aquele filho da puta que nos enche o saco.... Mas nós, nós não temos coragem! E é por isso que queremos ser um Rorschach, um Capitão Nascimento!



Nós queremos ser um Rorschach ou um Capitão Nascimento para arrebentarmos a cara daqueles que agem como um Rorschach ou um Capitão Nascimento! Nós queremos uma sociedade de mais Capitães Nascimento, uma sociedade repleta de Rorschachs... Mas.... E não são eles o problema?

É esse o problema: Nossa sociedade está repleta de monstros, e os poucos heróis que restam não agüentam de vontade de tornarem-se monstros também. Que merda, né?

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Dois Anos de Blog!!! Post nem tão Mega-Boga Quanto Ano Passado...

Eu to completamente morto de preguiça e de sono, contudo, numa ocasião em que OU eu não faria nada OU iria dormir, afinal, esse sono se deve às 2 horas de sono que tive nessa madrugada, eu vou fazer o oposto: Abri o Word e vou escrever um post, afinal, hoje essa birosca completa dois anos. Não é que durou?

E durou graças a você, leitor, que vem até aqui e lê as porcarias que eu escrevo. Isso aqui começou tosco como todos os blogs, e, dois anos depois, não tem 14 milhões de visitas quanto tantos outros que eu vejo por aí. O leitor pensa: “Nem a pau que essa merda teria tantas visualizações!” Pois eu te digo, nobre leitor: É fácil ter um blog bem visitado. Você precisa de um layout simples e bonitinho, um url simples e muitas noticias cômicas e curtas com imagens engraçadas, no maior estilo Kibe Loco. Não sou contra o estilo, há bons blogs assim e eu visito alguns, contudo... Perdoem-me, não é o meu estilo. Mas creio que não preciso pedir perdão, afinal, se você lê isso aqui, é porque gosta dos textos que eu escrevo na minha pretensão de criticar o que acontece.

Infelizmente, eu sou um preguiçoso de marca maior e ando bem sem assunto ultimamente. Muita criatividade, sempre, mas pouco assunto. Sobre o que escrever aqui? Nobre leitor, se você leu, está lendo, vai ler ou seila o que isso aqui, envie suas sugestões para guilhermedobrychtop@gmail.com. Você gostaria de me ver falando mal do que? Sua sogra? Sua vizinha? Basta escrever e eu o farei! Com criatividade pode-se ir apenas até certo ponto. Para ir além, é preciso de um bom assunto.

Bem.... O blog começou com o Walker. Walker que hoje chama-se “Walker: As Crônicas Pós Apocalípticas”, é um livro no qual eu estou trabalhando há algum tempo e ainda vou ficar mais tempo nele. Um dia terminarei, mas nunca estive tão perto de terminar, leitor. Hoje mesmo trouxe comigo da biblioteca livros para me ajudarem na composição de alguns fatores do livro. Aguardem e confiem, é tudo o que eu digo.

Agora, posso dizer apenas: Começo de férias, tenho de ver se peguei ou não algum exame final na universidade, mas, de resto, terei tempo livre. Nesse tempo, ESCREVEREI!!!! OU não.


PS: Prometo tentar aumentar a qualidade dos posts daqui, prometo mesmo. Em breve, ou nem tanto, aguardem as “Tirinhas Insanas”.



PPS: Isso é cliche pra caralho, mas o Andarilho Insano são vocês, que lêem, comentam e gostam do que eu escrevo. A vida é uma merda (mas eu me divirto nela), e ter algum reconhecimento aqui deixa tudo melhor. Valeu, pessoal!

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Vegetarianos, os novos emos?

Estava divagando pelo msn com um amigo meu e chegamos a essa conclusão. Espero que entendam não estou ofendendo emos ou vegetarianos. Mas parece que virou a nova moda da internet xingar os vegetarianos.

Olha eu adoro um churrasco, xis bacon e etc. Concordo que tem muitos vegetarianos que são um pé no saco “TU VAI NUM CHURRASCO? SEU GENOCIDA!1!!!” ou aquele tipo de vegetariano crente que TEM de converter todos da volta “Cara tu ta comendo um filhote,sabia?” “Sabia que isso vai ficar apodrecendo dentro de ti por tantos anos?” e como todo bom crente nem adianta contra argumentar “Sementes são fetos das plantas.” “Sabem quantos animais perdem o habitat pra plantação de soja?”. Poderia continuar argumentando e contra argumentando sozinho por muito tempo,mas não é essa a idéia do post.

Gente, alguns deles realmente são um saco, mas esses são vegetarianos pela moda, atualmente é cult não comer carne. Minha namorada e um dos irmãos mais velhos dela são vegetarianos, e sabe... eles são humanos ainda! Não ficam incomodando quando tem carne,vão a churrascos e não estragam a brincadeira.

Mesmo que tu sejas fanático e deteste vegetarianos, pegue o exemplo dos emos de novo, zoaram tanto, fizeram tanta piada ruim, que xingar emo tem tanto valor quanto palavra de político em época de eleição. Guardem os flammes pras piadas boas e não pra qualquer “seu comedor de grama, AHAHAHA!”.

Por fim guardem toda a sabedoria do Tiu Du “Eu gosto de vegetarianos, graças a eles como carne extra no RU”. Ou seja,aprendam a usa-los a seu favor.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Tutorial – Como ser inoportuno em uma sala de aula

Lembro bem de quando eu coloquei aqui o tutorial de como ser um cara foda! Naquela época, achei que seria só mais um post despretencioso do blog, mas, vejam só, esse post é o que mais trás visitas para esse blog! E não é que muitos deles não só comentam indignados o que lêem, como eu já encontrei blogs onde colocaram o meu pequeno texto e criticaram-no?

Mas bem, eu sei que isso não ocorreu ao meu leitor, ao sujeito que costuma ler os posts aqui do Andarilho, muitos dos quais politicamente incorretos e repletos de uma ironia da pior qualidade. (acredite ou não, leitor, são resultados do Google para pesquisas “como ser foda” que trazem mais visitantes pra cá, e quanto a isso não direi muito. O fato de um sujeito digitar “como ser foda”, “quero ser foda” no Google já é uma piada pronta).

Mas enfim, mais de um ano depois da publicação do famigerado tutorial, eis que venho aqui com outro, cuja idéia foi-me cedida pelo amigo João durante uma aula de história antiga. Bastou relatar algumas experiências e olhar ao redor que o tutorial estava pronto. Espero que gostem!!

E você, nobre leitor que chegou aqui através do Google, após digitar “quero ser foda na escola”, “não quero mais apanhar na sala de aula” ou coisa parecida, fica aqui a minha fica: Use este tutorial com sabedoria!




1 – Pergunte. Pergunte muito e o tempo todo. Mas não estou falando de perguntas inteligentes que ajudam o desenvolvimento da aula. Falo de perguntas estúpidas. Se o professor acabou de dizer que “verde é verde”, aceite a possibilidade de você não ter entendido, erga a mão e diga: “professor, pelo o que eu entendi, verde é verde?”. Faça isso o tempo todo.

2 – Faltam 30 segundos para terminar a aula e você tem uma duvida? Não espere a aula terminar para conversar com o professor em particular. Pergunta e atrase a vida de todos. “FODAM-SE ESSES FILHOS DA PUTA COM COMPROMISSOS!!!!”

3 – Conte histórias sobre sua vida pessoal durante as aulas, aquelas histórias para as quais ninguém da a mínima. O professor está falando sobre Esparta? Fale sobre quando seu vizinho caiu no poço.

4 – Faça piadas sem graça, e em voz alta. Piadas velhas, dessas d’A Praça é Nossa’. De preferência use bordões do ‘Zorra Total’ o tempo todo.

5 – Seja malandro. O professor perguntou qual texto você quer ler? Diga que não quer ler nenhum deles!

6 – Faça barulhos estranhos com a boca. Assovie e imite peidos, mas aja como se ninguém soubesse que é você quem está fazendo isso.

7 – Fale durante a aula, mas fale sozinho. Resmungue. Finja que todos estão interessados na sua vida social, mas não conte histórias sobre a sua vida social nesse momento. Espere algum momento menos oportuno.

8 – Só durma se for roncar.

9 – Desenvolve uma risada escrota e estridente.

10 – Chegue atrasado, de meia hora à uma hora, de preferência, e, assim que se sentar, comece a conversar. Dó durma se for roncar.

11 – Não ronca? Desenvolva um jeito escroto de dormir. Durma com um dedo na boca.

12 – Faça brincadeiras escrotas com os colegas, “peitinho”, “Hoje não”, “verdurinha”, “fusca azul” e o que mais vier nessa imaginação insana.

13 – Coloque um ringtone absurdamente tosco em seu celular (sugiro um funk) e deixe-o tocar pelo menos 3 vezes antes de desligá-lo.

14 – Se colocar o celular no vibracall deixe-o numa superfície de madeira ou qualquer lugar onde ele fará muito barulho quando tocar.

15 – Programe o seu relógio de pulso para despertar a cada cinco minutos.

16 – Não leve material para a aula. Empreste tudo: Papel, lápis, borracha e apontador.

17 – Mesmo com o material emprestado, não anote nada. No Maximo use o lápis para “batucar” na mesa.

18 – Destrua o material antes de devolve-lo. Mastigue a borracha. Aponte o lápis dos dois lados, depois morda-o compulsivamente. Arranque a lamina do apontador para fazer um estilete. Faça bolinhas com o papel e atire-as em seus colegas.

19 – Arranje um mini-game. Jogue tetris durante a aula, mas só se o volume estiver no máximo.

20 – Desenvolva um espirro muito escandaloso. Depois fique gripado.

21 – Chute a carteira do colega à sua frente, de um jeito que faça barulho.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Apelação:

Essa vai ser a segunda parte do tutorial de como discutir na internet.
Afinal de contas, discussão não é discussão se alguém não apelar.
Vou dar exemplos de apelações,explicar aonde usa-las, mas tomem cuidado você tem que ter uma idéia MINIMA sobre a pessoa com quem você esta discutindo para poder apelar.
MMORPGs:Jogar o level do alvo na cara : Essa é clássica, no meio da briga tu diz algo como “Cala boca seu noob,sou 10 leveis acima de ti, tu NUNCA vai chegar no meu level!” Da certo principalmente em MMO’s mais antigos como tíbia, pois a diferença entre os leveis é muito valorizada , jogos como WOW tendem a levar a player skill mais a serio, o alvo pode te chamar pra um duelo e vencer. Junto com isso a discussão.
Jogar vida social na cara: Oposta à idéia de cima.Quando o adversário for de level muito maior,tiver mais habilidades ou apenas jogar mais que tu ,essa é perfeita. Exemplo:Adversário: Sou level 99 ,tu é 50 ,amanhã vou fazer a uber bolada quest from hell!E tu? Vai matar Nubats?Tu: Não... eu amanhã to indo pra uma festa/ sair com a minha namorada/jogar rpg com os amigos/ jogar futebol. Anw ,qualquer coisa do tipo.Apelação ao Quadrado : (!) Não ficou feliz em apelar e jogar que você tem vida pessoal e o alvo não? Seis letras solucionam isso ! “V-i-r-g-e-m” ! Essa é letal , no tíbia ela da certo na maior parte das vezes, fale isso e você verá o outro xingando até seu bisavô.

Forums:
Forums tem a tantas “formas e sabores” que é difícil explicar, então vou dar só as mais abrangentes.
Numero de posts: É algo como jogar o level na cara do outro. Se você tem mais posts chame o outro de inativo, fake, principalmente se ele for novate!
Tempo no Fórum: É algo como jogar a vida social na frente do outro. Se teu alvo passa tanto tempo num fórum ele não pode ter vida social,então jogue isso na cara dele. Simples,não?

Orkut: Numero de amigos/Quantidade de comunidades criadas : Se você tem mais amigos,diga que é popular, que tem é importante e chame o outro de insignificante.
Ausência de amigos/Poucas comunidades: Você não aceita qualquer merda,por isso é raro te verem numa !
Por ultimo, reforço a importância de “virgem” ! Ela tem sempre chance de dar efeito em meios de pré adolescentes , pessoas mais velhas já são mais difíceis de serem pegas, claro que quando são pegas tombam direto.Ah, eu falei que isso era a segunda parte de um tutorial,né?Mas vocês não acham a primeira.Ela fica aqui:

http://soudainternet.blogspot.com/2009/05/discutindo-na-internet-para-1337-53175.html

Talvez eu fale de especiais na proxima!

Entre a Cruz e o Romance Barato

A igreja católica é algo que está sempre na moda, é um hype, uma coqueluche eterna! Se tivesse uma “Contigo”, “Caras” ou outra revista qualquer dessas de fofocas e noticias inúteis só de noticias da igreja, garanto que a vendagem seria coisa de louco! Principalmente porque a igreja iria boicotar a revista dizendo pros fiéis de todo o mundo não a comprarem, e isso daria aquele baita marketing de graça que só o Vaticano sabe fazer. Boicote esse que foi recentemente feito ao filme “Anjos e Demônios”, de romance homônimo de D. Brown (falei bonito agora, né não? Homônimo, puta merda, minha mãe ficaria orgulhosa... Sem contar o puta gancho que eu fiz da revista fictícia pro filme real... Eu sou foda, diz aí, leitor).



Enfim. Muito se fala de religião, sempre se falou. Se você olhar com atenção este jovem mancebo lhe oferecendo uma cerveja à direita no layout do blog, ou no topo da pagina o mesmo rapaz lhe oferecendo uma barganha: Um comentário por um ticket para o paraíso (oferte irrecusável, diria eu), ou mais embaixo você pode vê-lo um pouco mais... “Empolgado”, “pedindo” por um click. Não é um estudante de história desesperado pelo filme do Adam Sandler, é... Bem, ele dispensa apresentações, não é?



A questão é que mesmo o meu amigo Bacalhau, que posta aqui de vez em quando, já deu seu parecer quanto a religião, mas eu ainda não. Bem, vamos lá.


Eu já fui ateu, não soube e não sei porque. Acho que foi porque não via razão nessa coisa toda de religião, comungar todo domingo, festejar todo domingo, ajoelhar toda missa. Isso foi há uns bons anos depois, não sei direito como isso aconteceu, provavelmente essas pequenas maravilhas que a gente não atribui caráter miraculoso nenhum ou coisa do tipo tenha mudado minha opinião. Hoje eu acredito em Deus, tenho uma fé que eu considero extremamente forte, embora isso não deva ser algo bom nos “padrões divinais”, mas não gosto de religiões. Eu não tenho uma religião. As pessoas classificam isso como “agnosticismo”, mas eu não acho um nome bonito, então digo que não tenho religião e só.

E o motivo de eu ser um agnóstico não é por aquelas desculpas bestas de “ai, a igreja matou milhares de pessoas na idade media”, isso é coisa de gente babaca que segue tendências e tudo o que sabe sobre a idade média é que naquela época tinha um campeonato mundial de justas e lutas com espadas.




O motivo de eu ser agnóstico (e olha o “link/gancho” outra vez) é por essas e outras que a igreja está fazendo com o “Anjos e Demônios”. Numa notícia que eu li sobre isso, um bispo declarou que rejeitou o pedido de filmagem em uma igreja sem sequer ler o conteúdo do pedido, apenas pelo documento conter o nome do querido Dan Brown na capa. Agora, isso lá é atitude de uma instituição que quer ser, seila, respeitada? De uma instituição que quer desvincular aquela imagem medievalista de tortura e opressão? Porque, embora a igreja utilize transferências bancarias online para movimentar o seu dinheiro, e a sua mentalidade monetária seja mais atual do que muitas empresas, as atitudes que ela toma quando o que está na jogada é o mais importantes, creio eu (Deus, fé, fiéis, etc), são totalmente medievalistas! Em igrejas algumas pessoas fizeram abaixo-assinados para que o filme “Código Davinci” não passasse em alguns cinemas.




Os mais entendidos que desculpem minha provável ignorância no que eu direi, mas eu creio que Deus, Nosso Senhor, quando nos criou de um montinho de barro, nos deu o livre arbítrio. Nos deu o direito de escolher o que faríamos da merda da nossa vida. E nós tivemos de ter fé. E meu velho amigo padre Jacob bem me disse que “fé não é nada se não for testada de vez em quando”. Então, por que diabos (com o perdão do uso do nome do inimigo na expressão) cancelar a exibição do filme? Quero dizer, muitas pessoas vão tomar o filme como realidade e não como um romance cheio de pseudo-teorias completamente furadas, é realidade, mas isso não seria para estes e talvez outros um “teste de fé”?



O que a igreja acaba fazendo é um “Epa! Você precisa testar a sua fé para melhorá-la, mas peraí, amigo, deixa disso, vamos testá-la de levezinho, não vamos colocar aí uma provação que seja forte o suficiente pra você parar de nos visitar nos domingos e festas, né?”.

Prosseguindo, o tão falado “Código Da Vinci” foi uma “merda foda”, fez muito barulho e pouco, pra não dizer nenhum estrago. Toda aquela baboseira de “sua vida nunca mais será a mesma” e “o segredo será revelado” não passou de um: “E aí, Jesus andou dando uns pegas numa ruiva que sentou do lado dele naquele quadro lá da galera comendo pão. Malandrão esse Jesus, né não?”.



Tudo o que a igreja fez no final foi dar mais bilheteria pro filme. Mais dinheiro pro maldito Dan Brown. O problema é que, com o “Anjos e Demônios”, porra, o negocio é diferente. Enquanto o “Código” tem a premissa de revelar um segredo que “destruiria” a igreja (o segredo mais bem guardado), “Anjos e Demônios” é um filme sobre... Sobre... Ok, é um romance policial, mas por trás de toda aquela baboseira do Tom Hanks fazendo coisas impossíveis e informações extremamente erradas que vão “emburrecer” a maioria das pessoas (estou disposto a falar mais disso depois, claro, essa coisa de emburrecer é algo amplo demais) o filme fala... Sobre fé. Sobre como a igreja católica, apesar de tudo, é algo bom. Algo bonitinho. Porra, eu me emocionei lendo o livro!



O que prova que... A igreja não leu o livro? Não, as pessoas que estão lá dentro são inteligentes, e muito. A maioria, pra não dizer todos, se lessem as porcarias que eu escrevo aqui ririam pra caralho. A igreja só está “boicotando” o filme porque é de um livro do Dan Brown. E Dan Brown é mau, feio, bobo e tem cara de mamão (ta certo que meu argumento é meio bizonho já que entre outras coisas o livro mostra um padre pegando fogo dentro da igreja e um membro do vaticano tentando explodir o mesmo. Só não conto quem é porque li faz tempo o livro e não me lembro o nome. Mas lembro a função dele, mas seila, é um filme bonitinho, não vou estragar a surpresa).


Agora, terminando isso, só quero dar o meu parecer acerca da igreja católica. Repetirei o que disse logo atrás no post, de que a igreja mantém uma mentalidade um tanto quanto medievalista, embora antiquada seja uma palavra melhor. Nós estamos no século XXI, as pessoas pensam, são inteligentes, tem acesso à informação e não se deixam enganar facilmente. Bem, pelo menos alguns. O negocio é que esse mundo é completamente diferente do que era poucos anos atrás, e, se a igreja não se modificar... Bem, ela não vai se extinguir, mas vai diminuir cada vez mais, o que eu acho triste. As pessoas precisam de uma religião, e, das que eu tenho um contato mais fácil, a católica pelo menos não deixa uma conta bancaria no final da missa semanal pra que as pessoas doem dinheiro. Na verdade tudo o que fazem é passar uma cestinha e quem quiser enfia alguma coisa lá. Se você quiser pode até pagar o dizimo e concorrer a um sorteio de uma bíblia por mês! (pelo menos em algumas igrejas), e bíblias são legais! Só eu tenho 3!!! (duas ganhei e uma, a minha preferida, roubei, mas infelizmente nenhuma eu ganhei no sorteio, embora tenha roubado uma de alguém que a ganhou no sorteio).



E o mais importante da igreja é que ela nos ensina a ter fé. Acreditar. Esperança. E, com esperança, se vai muito mais longe. Eu sinceramente prefiro ter esperança longe da igreja, mas bem, foi lá que eu aprendi isso tudo, e não me arrependo das horas na catequese. Mesmo sendo esse cretino de marca maior que faz piada de tudo e de todos, acho que eu não estaria tão bem se não fosse a fé, a esperança.

Pense nisso.

PS: Alguém notou o forte teor de “auto ajuda” nos últimos posts? Brincadeirinha!
PPS: Esse post eu escrevi há mais de um mês, mas nunca publiquei... Com o filme chegando, acabei me apressando e colocando ele aqui. Semana que vem comento o filme.