terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tapa Buraco


É o que este post é.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mudança - Twitter

Então, fiquei muito tempo sem postar. Os colegas Bacalhau e zoreba, felizmente, postaram e taparam alguns buracos. Contudo, o próprio amigo zoreba veio falar comigo de que estava na hora de um post novo, então, neste caso, aqui vou eu, para os meus 2,7 leitores diários.


Mudança. Eu comecei a escrever um post sobre mudança várias vezes, mas nunca conseguia concluí-lo, então, vou tentar aqui e escrever alguns posts sobre mudança. Por que? Ora, porque é um assunto bacana!


Então, há vários meses eu escrevi um post sobre twitter, mas nunca postei. Em parte porque estava muito mal escrito (acreditem, mais que o de costume), em parte porque não gostei dele. Vou reescrevê-lo aqui, nessa tentativa de posts sobre mudança.


Logo que o twitter teve seu início, eu li a respeito e dei uma fuçada, e me pareceu algo totalmente... Estranho. Quero dizer, a internet já é um lugar onde pessoas desocupadas passam o dia inteiro sem fazer nada, e, mesmo quando estão com coisas para fazer (o meu caso agora), ficam também na internet, procurando coisas inúteis para fazer. Não é a toa que os sites de tirinhas são tão populares ultimamente! (preciso dar um jeito de fazer tirinhas! Isso de escrever não ta com nada, o negócio agora é desenhar).


Então, naquela época a premissa do twitter basicamente era: Você vem aqui e em 140 caracteres digita o que você está fazendo. Até parece interessante no momento em que você pensa “uau, vou poder ver o que meus ídolos estão fazendo!!”. O problema é que, longe dos palcos, câmeras e páginas, nossos ídolos são só... Pessoas! E o “Estou indo tomar banho”, “estou indo almoçar” e “estou indo passear com meu cachorro” da Angelina Jolie e são tão impressionantes quanto os meus! Ok, o ato da Angelina Jolie tomar banho é definitivamente mais impressionante que o meu... Mas isso não vem ao caso!


O caso é que, embora no começo as poucas pessoas que passaram a fazer parte da comunidade do twitter o fizeram por curiosidade e com pessimismo, hoje vêem o site, igual a tudo na internet que consideramos inútil, fazendo um puta sucesso! Os 140 caracteres tornaram-se úteis no momento de compartilhar um link, uma informação (útil ou inútil) ou de fazer um comentário tosco! É claro que existem muitos outros sites, aparatos da internet e coisa do tipo que fazem a mesma coisa, e há muito tempo... Mas e daí? O youtube já existia há muito mais tempo em outras formas, ele só foi “remodelado”, colocado num formato diferente, e, especialmente, mais prático. Porque, embora a tendência do ser humano seja de complicar as coisas, sempre preferimos o que é simples.


Eu mesmo sempre olhei torto para o twitter, mesmo em seus momentos de ápice. Porém, em determinado momento me convenci a criar um negócio desses, não para mim, mas para este blog, e lá tentar fazer propagandas dos posts. Infelizmente fiz apenas um post tendo o tal twitter, mas não é que deu certo?


No final de contas, esse negócio é nada mais nada menos do que um enorme “boca a boca” em que ninguém precisa ficar copiando e colando coisas para todo mundo! O twitter é uma ferramenta, e das boas! É um utensílio, apenas isso, ou pelo menos eu o considero assim, porque ninguém conseguiu ainda me convencer do como alguém consegue passar horas e horas a fio naquele site!!!


Ah... sigam o twitter do Andarilho Insano clicando aqui. Ou não, você quem sabe.


E o que isso tem a ver com mudança? Ora, famosos foram desnudados das suas auras de ‘famosidade’, e ninguém mais é intocado! Até mesmo Sasha, a “princezinha do Brasil” (que alcunha idiota) pode ser afetada por gordos nerds, e, principalmente, desocupados! Além dos blogueiros desocupados e etc...


Gostaram do post? Comentem! Não gostaram? Comentem dizendo que foi uma bosta, ora... Mas, se leram, já está de bom tamanho. Logo posto outro post sobre mudança. OU sobre algo que tenha a ver com mudança...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não, nós não iremos respeitar o seu estilo!

Ja que o blog esta parada,vamos jogar um pouco de lenha na lareira!
Olhando na internet,notamos uma reclamação comum,vou citar exemplos,tentem seguir a logica,ok?


Alguém faz um post com fotos de cosplay, outro xinga chamando de ridiculo e um terceiro vem mandar respeitar,pois para a "tribo" deles isso é importante!
Ou um conto epico daquela partida de D&D na casa do Elfo,dois minutos alguém aparece os chamando de nerds em seguida recebe uma resposta como "Quieto reles estupido,um dia seremos seus chefes"
Mas isso não é exclusividade dos Nerds,tambem podemos notar esse comportamento em Manos!
5 Cuecas na frente dum carro,com um monte de nota de 2 real na mão fazendo pose, alguém zoa com "receberam o bolsa familia,ein" e ja temos uma enchurrada de "COEH MANOOOW, É NOIS TA LIGADO,100% BONDE DUS ZONA SUL!1! SE TI PEGO NA RUA TU JA ERAAAAA"

Entendem,onde quero chegar? Todos querem que respeitemos a tribo deles,mas francamente...
Vocês sabem qual a semelhança entre um Nerd, um Nigga, um Emo, um Metaleiro, Um Otaku ,Um Surfista e Um Grunge? Os outros seis acham ele um idiota com habitos estranhos!


Aprendam gente, apartir do momento em que vocês escolhem/adquirem/agem como parte de um estilo, todos os outros estilos vão de uma forma ou de outra te ridicularizar,parem de chorar aprendam a responder!

Até um emo pode fazer isso,é serio.
Imaginem o dialogo abaixo:
Nigga/Metaleiro : HÁ HÁ Sua bixinha emo.
Emo: Hmm,bem,temos que concordar que comparado com aquilo que tu pega/namorada/come eu realmente sou suuuper feminino,né, que canhão!

Owned,owned por um emo, EPIC FAIL .

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Ética, A Mão Invisível e Os Ônibus: Os que pulam roletas


Antes de mais nada, desculpem-me a demora. Enrolei, as aulas voltaram, estou no meio de um Encontro Internacional de Estudos Medievais e no meio de tanto texto, mini-curso e mesa eu acabei me esquecendo.

Também adianto que curso História na UFES, e não sou nem um pouco historicista: para mim, história não é tudo, não quero meter minha colher no trabalho dos outros. Essa análise é tipicamente o trabalho de um sociólogo, e não meu, então não esperem nada técnico demais.

Quem são essas pessoas que pulam roletas?
Por que elas o fazem? Isso é uma patologia? Uma "doença social"?
São as perguntas que mais me intrigam, cá entre nós. E vou me atrever a tentar responder algumas delas. Sem intenção nenhuma, ao pegar meus ônibus pra lá e pra cá acabei fazendo uma pesquisa de campo (trabalho de ciêntista social) que diz qu
e predominantemente, aqueles que pulam roletas são pessoas de classe média baixa para pobres (engraçado não ver muitos miseráveis, que não tem dinheiro para comer, que pulam roleta); Julgando "o livro pela capa" (O irmão da minha namorada já diria que "julgar as pessoas pela aparência é valido" por que "a primeira forma de manisfestação do ser é a aparência", não que eu concorde plenamente com a afirmação. Mas convenhamos que pretos, com colônias baratas, bermudas coloridas e falsificadas da Billabong, cordões de "prata" e bonés de aba reta mal colocados sobre a cabeça são, quase que na sua totalidade, "favelados".).
Mas, esses mesmos pobres que pulam a roleta, são os que cometem o ato - que pra mim consiste na mais pura falta de educação - de deitar, ocupando dois lugares em ônibus cheio, e ligar o pancadão bem alto no celular, obrigando toda a massa ali presente a ouvir tal "manifestação cultural" da favela.
Em suma: relativamente, a quantidade de pobres que pulam a roleta em relação ao total de pobres que pegam ônibus é menor do que a quantidade de mal-educ
ados que pulam a roleta em relação aos mal-educados que pegam ônibus. Conclusão, o que leva, na maioria das vezes, uma pessoa a pular a roleta, é mais sua "falta de educação" do que propriamente a nescessidade.
Não existe mão invisível, muito menos mão invisível embaixo da mão invisível. O "pular da roleta" não é patológico, nem para Émile Durkheim, nem para mim. Antes fosse. Antes pudesse um "médico social" curar o "organismo" que é a sociedade (sem querer parecer organicista). O problema está mais fundo, bem mais. Está encrustado no fundo do que mancha a ética coletiva, e não se conhece força para arrancar fora.

Numa aula de História da Cultura Brasileira, o professor Estilaque disse a seguinte frase, na qual eu não sei ainda se quero acreditar ou não, mas que, quanto mais ou olho ao redor, mais faz sentido:
"O problema do Brasil é a falta de ética".





Hugo "Bacalhau" Merlo é um cara muito tendencioso.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tutorial - Como Passar no Vestibular

É difícil eu atualizar isso aqui, e ultimamente não posso nem dar a desculpa de estar ocupado: É preguiça hoje. Mas depois de um dia exaustivo em que escrevi mais do que esperava e o resultado me agradou mais do que eu imaginava, resolvo passar aqui e escrever, algo que eu estou adiando há muito tempo. Eu tive a idéia do post há um bom tempo, mas nunca tive a pretensão de postar, mas agora já não vejo o porquê não postar, então fica aqui outro tutorial insano: “Como Passar no Vestibular”. Muitos acharão que realmente é pretensioso isso, porém eu não proponho nenhuma formula mágica aqui, nenhum “Segredo”, isso não existe. Digo o que eu fiz, e bem, se deu certo pra mim, da certo pra outras pessoas.




1° - Estude. Sério (não pare de ler agora só porque eu comecei assim!). Todos começam a fazer cursinhos pensando “Eu vou estudar”, mas logo pensam “amanha eu começo a estudar...”. Eu tive um professor de matemática que sempre dizia “Pessoal, pra quem ainda não ta estudando, ainda dá tempo!!!”. Ora, e ele estava certo! E todos riam quando ele dizia isso na primeira semana, mas chegou a segunda, a terceira... E logo chegou o aulão de véspera e, quando ele disse isso, embora muitos tenham rido, era possível ver o pânico no rosto de muitos. Então, caro leitor, estude. Chegue em casa e pegue os livros. Repasse o que viu em sala de aula, faça os exercícios. Da certo! E da muito trabalho, ocupa muito tempo? É claro que ocupa! Mas não reclame, depois de uns meses nessa rotina, você poderá ser um universitário vagabundo que toma porres homéricos e rotineiros (não que eu costume fazer isso, jamais!).



2° - Assista às aulas. Se você está fazendo cursinho há uns dias, isso parece idiota. Se faz há uns meses, faz sentido. No começo todos estão empolgados, todos estão animados, mas logo, a despeito das tentativas do professor em manter sua atenção, todas aquelas proteínas parecem se transformar na coisa mais chata do mundo – e, na minha opinião, realmente são. Então você pensa “ah, não vou assistir a aula, é só teoria, eu estudo em casa”. Caro leitor, se você sequer assiste a aula, é obvio que não estudará a matéria! E ao fazê-lo, não fixará a matéria, e mesmo que o faça, não o fará tão bem quanto aquele sujeito que assistiu a todas as aulas e viu o professor gritando frases idiotas no momento, mas que mais tarde ajudaram-no a se lembrar. Eu odeio biologia. Eu assisti todas as aulas de biologia (obviamente tive a sorte de ter excelentes professores, o que também ajudou), e vejam só, foi a matéria na qual eu mai fui bem!




3° - Anote. Mas isso é algo meio pessoal... Uns dizem que se você fica anotando, você dispersa sua atenção do que o professor diz, outros dizem que ajuda. Eu tive professores que diziam a mesma coisa. Pobre do professor de matemática que dizia que deveríamos só anotar assim que ele parasse de explicar, porque eu não o fazia. Ele brigava comigo, mas é o meu jeito. Me ajudava a manter a atenção na aula. No final, deu certo pra mim. Quem sabe não da certo para você também, amigo leitor?



4° - Se divirta. Isso é MUITO importante. Eu tive a sorte de estudar com grandes amigos, os melhores! Cada aula rendia uma pérola, cada fala do professor rendia uma piada. É claro que não se deve desvirtuar a aula e fazer de tudo só diversão! É preciso se divertir para melhor assistir aula, e não assistir aula para melhor se divertir.




5° - Leia os livros do vestibular. MESMO! Fazer diferença? É CLARO QUE FAZ, ORAS! “Mas são poucas questões de literatura, e da pra acertar quase todas lendo só os resumos...” claro. Duro é deixar de passar por causa de 1, 2 questões. Já aconteceu comigo, acontece com todo mundo. Não deixe acontecer com você, leitor.




6° - Ouça o que os professores estão falando. A maioria dos professores trabalham naquilo desde antes de você pensar em nascer, portanto, se eles disseram pra você anotar isso que é importante, anote. Se eles disserem pra vocês prestarem atenção, façam-no! Nós temos a mania de dizer que os professores estão sempre errados. Ora, eu, um quase professor e outros professores colegas meus, passamos o dia falando mal de professores e à noite agüentamos alunos falando mal da gente. Quando pensar em não fazer algo que o professor diz porque acha errado, lembre-se: É a sua primeira vez ali. Eles já preferem parar de contar.



7° - Freqüente as aulas de redação. Elas estão lá por um motivo: Elas devem ser freqüentadas. “Ah, eu faço a redação em casa, a aula não serve pra nada...” ora, os cursos pré vestibulares dispõe de um tempo cada vez menor, estão cada vez mais atarefados... Será se eles realmente desperdiçariam um tempo tão grande assim? Você não aprende a escrever lendo Harry Potter, leitor, muito menos o faz lendo este blog! Assista as malditas aulas de redação e faça o que o professor manda. É claro que você vai achar que isso o que eu disse é idiotice, mas lembre-se do que eu disse quando, após não freqüentar uma aula de redação, veja a sua nota baixa. Espero que aconteça aí, pois assim ainda dará tempo.



8° - Fique calmo. Todos dizem isso e todos vão dizer. Você vai ouvir e pensar “moleza”, mas as chances de ficar nervoso são grandes. Porém, se você estudou, se esforçou, fez o que constava aqui, não fique nervoso! Você vai passar, ora! Se você não estudou, bem, desejo-lhe sorte e espero que tenha cotas e sorte.



E bem... É isso. Só isso. Não é nada demais, tão pouco uma formula mágica, e eu continuo pensando que talvez seja pretensioso demais ter feito esse post, mas enfim, fica a minha dica, o meu humilde conselho, leitor! Se você já passou por isso e venceu, talvez ache que estou correto. Se estiver passando por isso, leia com atenção o que eu aqui não tentei ensiná-lo, tentei apenas lembrar-lhe de coisas que espero que você não tenha esquecido! No mais... VÁ ESTUDAR! Mas comente antes =D

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Relatos de um Sobrevivente




Entre naquele caos, houveram guerras mais organizadas;
Todos juntos,indo para um mesmo ponto;
Alguns acabavam saindo antes dos outros,mas no fim não importava.
Nada mudava.
O homem ao meu lado suava,eu sentia o seu suor na minha pele.
Estavamos colados,uma muralha de escudos praticamente.

Minha hora estava chegando,eu comecei a ficar agitado;
Abri espaço com cotovelaços,não haviam regras.
E eu não me importava em trapaçear
Me agarrei com todas as minhas forças,e me projetei em direção ao meu alvo.
AR PURO, finalmente sai daquela merda de onibus!
CARA EU ODEIO RESTINGA!

Nota: Restinga é uma linha de onibus bem cheia em Porto Alegre

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Ética, A Mão Invisível e Os Ônibus.


Desde o começo desse ano eu tenho andado muito de ônibus. E hoje se repetiu uma história que já havia acontecido comigo, e que se por um acaso voltasse a se repetir, como aconteceu hoje, eu iria escrever algo aqui no Andarilho fazendo uma análise. Pois bem, me proponho aqui a fazer uma análise sobre a ética no ônibus e dos ônibus, por que não. E pretendo deixar bem claras minhas concepções e os conceitos que levo comigo, pois serei claramente tendencioso e espero que você, que está lendo isso, consiga absorver o texto da maneira mais imparcial o possível.

Eu entrei no ônibus para voltar do shopping para minha casa, após uma longa espera. Uma senhora com uma criança no colo entrou na minha frente, passou pela roleta e sentou. Eu fiz o mesmo e sentei no banco atrás do que ela havia sentado. A mãe deixou umas sacolas de compra no chão, pegou a criança no colo (que chorava desde que estávamos no ponto por que seu pai havia ido trabalhar), e colocou-a no banco ao lado.

Tá, qual é o problema nessa história?
Eu lhes digo, o problema é que uma criança de colo, que não pagou, entrou e ocupou um lugar sentada no ônibus. Mais gente entrou e ficou de pé, e essas pessoas pagaram. Isso parece certo pra vocês? Pra mim não. Mas são pareceres, e é sobre o meu parecer que irei discorrer o texto.


Colocar a criança de colo num assento, pular a roleta, ocupar dois assentos deitado ou cometer mais de um ato desse ao mesmo tempo tem algo em comum; Não a motivação para fazê-lo, mas o objetivo: Não pagar. Se a mão invisível é quem faz o marginal que não ter dinheiro pra pagar o transporte público é culpada, ou se há uma mão invisível maior ainda por baixo dessa, ou ainda se a culpa é do governo, é me aproximar dessa singularidade que eu quero; Até por que, esse radicalismo, esse marxismo vulgar (como diria o amável Hobsbawn) esse “generalismo” é patético. As patologias que acometem nossa sociedade não são frutos de um fator, econômico ou social, individual ou coletivo. Durkheim não está mais certo que Spencer, e Weber não mais que Marx.


Infelizmente não dá pra estudar cada caso individual. Então vou delimitar os posts dessa série em três: Os do que pulam a roletas, os do que deitam nos assentos e os do que colocam crianças de colo em assentos; Vem ai a série de posts mais chatos que o Andarilho já viu: A Ética, A Mão Invisível e Os Ônibus!


Segurem as perucas, Bacalhau está de volta.